Para explicar o pq da queda do cabelo, é importante saber o que é uma célula cancerígena. A célula cancerígena e uma célula jovem, com alto poder de divisão celular, que se forma por um erro na divisão de uma célula normal, formando um tecido que não existia no organismo. Como o organismo "demora" um tempo para detectar este novo agrupamento celular, ele pode crescer e formar um nódulo ou tumor, podendo invadir outros órgãos, dando origem as metástases. Quando mais precoce for o diagnóstico, menores são as chances de metástases, o que aumenta as chances de cura. O tumor de Neide tinha menos de 1cm de diâmetro, e como foi descoberto precocemente, as chances de cura são grandes.
Qual o motivo da queda do cabelo ? A quimioterapia atua impedindo a divisão celular das células cancerígenas. No começo deste post eu disse que as células do tumor tinham grande capacidade de divisão celular. Logo as drogas da quimio impedem a divisão rápida desta células, provocando sua destruição. Acontece que no corpo humano, existem outras células sadias que apresentam grande capacidade de divisão celular, como as células dos CABELO, PELOS, MUCOSAS , ETC. Logo a quimioterapia mata todas as células de divisão celular rápida: As cancerígenas e as sadias, ocorrendo desta maneira a NÃO DIVISÃO das células dos cabelos, pelos, mucosas, etc, provocando a sua queda. Entenderam ? A quimio também ataca as células do sangue (Leucócitos, Plaquetas e Hemácias) que também apresentam divisão celular rápida, provocando a morte dos leucócitos e queda da imunidade dos pacientes que fazem quimiterapia.
Quando necessário e quase sempre é necessário, usa-se GRANULOKINE, que é uma droga que aumenta a imunidade, sendo utilizados 5 ampolas em 5 dias consecutivos. Cada ampola custa em média R$ 550,00 e Neide tomou 25 doses.
Blog do Prof. Carlos Bravo relatando as etapas do tratamento do Câncer de Mama de Neide Bravo, desde a descoberta (SET/2010) até o final do tratamento (Provavelmente JULHO 2011) e os anos seguintes de avaliação
domingo, 24 de julho de 2011
O segundo ciclo da quimioterapia
Após as 4 primeiras doses da quimio que terminaram em dezembro, pensava que a partir de agora tudo seria mais fácil e que este 2.o ciclo de 4 doses novamente seriam tirados de letra por ela, pois o organismo já "estava acostumado". OUTRO ENGANO NO TRATAMENTO. A nova droga chamada TAXOTERE oferece efeitos bem maiores que a anterior, pois apareceu um DOR INTENSA NAS PERNAS E BRAÇOS, impedindo Neide de ANDAR, LEVANTAR, SAIR DO QUARTO. Estas dores duravam até 10 dias após a aplicação, e quando começavam a desaparecer já estava na época da outra quimio (15 em 15 dias). Foram passados vários remédios para essas dores e nada de melhorar, até que perto da última aplicação o filho de Fernanda Cordeiro, Dr.Eriberto Júnior, que também é oncologista, perguntou por qual motivo Neide não estava tomando morfina. Falei com o médico dela (Dr. Romildo) e ele passou a medicação e as dores foram bem menores. Isto leva a um questionamento no comportamento dos médicos em geral : SE ELES SABEM COMO DIMINUIR O SOFRIMENTO, PQ ESPERAM TANTO PARA TOMAR UMA ATITUDE. Dr. Romildo me deve essa.
Nos próximos posts vou falar da queda do cabelo e dos internamentos. Aguardem.
Nos próximos posts vou falar da queda do cabelo e dos internamentos. Aguardem.
A reação da Família
Aqui em Recife, a minha família é restrita aos que moram comigo, pois meus irmãos Ricardo Bravo mora no Amapá e José Fernandes Bravo mora em Goiás. Na primeira parte de post, vou relatar a reação dos filhos ao problema de Neide.
Débora, a filha mais velha, foi a primeira pessoa que liguei quando recebi o resultado inicial do câncer de Neide. Ela sempre mostrou confiança que a mãe ia se curar, e nos momentos mais difíceis da quimioterapia, ajudava Neide massageando as pernas durante as crises de dor. Em virtude das aplicações das quimios serem as 5.as feiras, e devido ao trabalho, ela não acompanhou Neide nas aplicações, sempre ligando durante a aplicação.
Gabriela, a filha do meio, como tinha um horário mais flexível de trabalho por ser advogada, participou de várias aplicações da quimio e quando não podia ir, ligava a todo momento. Em casa deu um apoio imenso a mãe. Quando a Sul América complicou uma aplicação, Gaby resolveu em poucos minutos o problema, e a quimio foi aplicada normalmente. É bom ter uma filha advogada nesse momento.
Carlinhos, o filho mais novo, foi o que participou de TODAS as aplicações da quimio, enfrentando as reações adversas das drogas durante as seções. Toda vez Neide passava mal, com palpitações, congestão respiratória, etc, e Carlinhos SEMPRE ao lado dela, dando o apoio que ela necessitava. Como ele não trabalhava, ficava sempre a disposição nos horários mais difíceis. Verdadeiramente Carlinhos é o único que sabe o que é uma seção de quimioterapia.
Minha mãe mora comigo e tem 81 anos e continua ativa e bem lúcida, ou melhor, lúcida "demais". Para a geração dela a palavra "câncer" significa morte, e ela as vezes aparecia com uns comentários de derrota perante a doença, que nós filtrávamos e Neide nem percebia.Hoje ela percebeu que o câncer pode ser curado, e incorporou a ideia que a doença pode ser vencida.
A minha secretária Lili, trabalha em minha casa a mais de 5 anos, e nunca deixou de dar todo o apoio que estava no seu limite, confortando Neide nos momentos de isolamento no quarto.
A minha participação na doença de Neide eu já relatei em vários posts anteriores, e tenho certeza que fiz tudo que podia ser feito para minimizar o sofrimento de minha grande e única paixão que tenho nesta vida, que é Neide Bravo. Foi muito, muito difícil ver Neide passar por tantas transformações físicas e psíquicas, vendo uma luta diária para se manter ativa, e ela entendendo que eu precisava trabalhar, pois as aulas não esperam. As minhas idas para o IFPE em Belo Jardim eram estimuladas por ela, pois as minhas obrigações profissionais não podiam parar. Neide lutou por esta cura e ela é a maior vencedora.
Porém o grande responsável pela vitalidade de Neide neste tratamento eu ainda não falei. Ele é uma grande PAIXÃO dela, e sempre ficou ao seu lado, sem nunca reclamar e sendo nos momentos mais difíceis o "olcadil", o "lexotan", o "diazepam", o "prozac" que ELA NUNCA TOMOU. Estou me referindo ao meu grande companheiro BONO, que alguns dizem que ele é um cachorro, porém para Mim e Neide ele é algo entre cachorro e ser humano, sendo mais para ser humano. Para Neide, BONO é o filho caçula pequeno, que tem hora para comer, dia para tomar banho, etc, etc. Com todas as dores musculares e ósseas que ela passava, ela se levantava e ia preparar a comida dele, ou levar para a PetShop no dia do banho, e ficava esperando. Ele sentiu tanto que Neide não estava normal, que quando da volta para casa de uma das internações dela, ele ficava um ou dois dias com "raiva" da ausência e não queria aproximação. Neide chegou até a chorar com essa atitude dele, porém "eu acho" que na cabeça dele Neide tinha saído e abandonado ele. Se eu tivesse que eleger os grandes responsáveis pelo astral positivo de Neide, BONO e Carlinhos, nesta ordem, seriam eleitos.
Débora, a filha mais velha, foi a primeira pessoa que liguei quando recebi o resultado inicial do câncer de Neide. Ela sempre mostrou confiança que a mãe ia se curar, e nos momentos mais difíceis da quimioterapia, ajudava Neide massageando as pernas durante as crises de dor. Em virtude das aplicações das quimios serem as 5.as feiras, e devido ao trabalho, ela não acompanhou Neide nas aplicações, sempre ligando durante a aplicação.
Gabriela, a filha do meio, como tinha um horário mais flexível de trabalho por ser advogada, participou de várias aplicações da quimio e quando não podia ir, ligava a todo momento. Em casa deu um apoio imenso a mãe. Quando a Sul América complicou uma aplicação, Gaby resolveu em poucos minutos o problema, e a quimio foi aplicada normalmente. É bom ter uma filha advogada nesse momento.
Carlinhos, o filho mais novo, foi o que participou de TODAS as aplicações da quimio, enfrentando as reações adversas das drogas durante as seções. Toda vez Neide passava mal, com palpitações, congestão respiratória, etc, e Carlinhos SEMPRE ao lado dela, dando o apoio que ela necessitava. Como ele não trabalhava, ficava sempre a disposição nos horários mais difíceis. Verdadeiramente Carlinhos é o único que sabe o que é uma seção de quimioterapia.
Minha mãe mora comigo e tem 81 anos e continua ativa e bem lúcida, ou melhor, lúcida "demais". Para a geração dela a palavra "câncer" significa morte, e ela as vezes aparecia com uns comentários de derrota perante a doença, que nós filtrávamos e Neide nem percebia.Hoje ela percebeu que o câncer pode ser curado, e incorporou a ideia que a doença pode ser vencida.
A minha secretária Lili, trabalha em minha casa a mais de 5 anos, e nunca deixou de dar todo o apoio que estava no seu limite, confortando Neide nos momentos de isolamento no quarto.
A minha participação na doença de Neide eu já relatei em vários posts anteriores, e tenho certeza que fiz tudo que podia ser feito para minimizar o sofrimento de minha grande e única paixão que tenho nesta vida, que é Neide Bravo. Foi muito, muito difícil ver Neide passar por tantas transformações físicas e psíquicas, vendo uma luta diária para se manter ativa, e ela entendendo que eu precisava trabalhar, pois as aulas não esperam. As minhas idas para o IFPE em Belo Jardim eram estimuladas por ela, pois as minhas obrigações profissionais não podiam parar. Neide lutou por esta cura e ela é a maior vencedora.
Porém o grande responsável pela vitalidade de Neide neste tratamento eu ainda não falei. Ele é uma grande PAIXÃO dela, e sempre ficou ao seu lado, sem nunca reclamar e sendo nos momentos mais difíceis o "olcadil", o "lexotan", o "diazepam", o "prozac" que ELA NUNCA TOMOU. Estou me referindo ao meu grande companheiro BONO, que alguns dizem que ele é um cachorro, porém para Mim e Neide ele é algo entre cachorro e ser humano, sendo mais para ser humano. Para Neide, BONO é o filho caçula pequeno, que tem hora para comer, dia para tomar banho, etc, etc. Com todas as dores musculares e ósseas que ela passava, ela se levantava e ia preparar a comida dele, ou levar para a PetShop no dia do banho, e ficava esperando. Ele sentiu tanto que Neide não estava normal, que quando da volta para casa de uma das internações dela, ele ficava um ou dois dias com "raiva" da ausência e não queria aproximação. Neide chegou até a chorar com essa atitude dele, porém "eu acho" que na cabeça dele Neide tinha saído e abandonado ele. Se eu tivesse que eleger os grandes responsáveis pelo astral positivo de Neide, BONO e Carlinhos, nesta ordem, seriam eleitos.
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